Minha homenagem
a Lygia Fagundes Telles
Lygia Fagundes Telles foi proclamada a intelectual do Ano (2008), e recebeu o Troféu Juca Pato na Faculdade de Direito da Universidade São Paulo (USP) na tarde de segunda feira (30 novembro). A 45ª versão do Juca Pato, conferida pela União Brasileira, foi entregue por Antonio Cândido de Mello e Souza, vencedor do ano anterior. Lygia - amada por todas nós - é a quarta ocupante da Cadeira nº 16, eleita em 24 de outubro de 1985, na sucessão de Pedro Calmon e
recebida em 12 de maio de 1987 pelo acadêmico Eduardo Portella.
recebida em 12 de maio de 1987 pelo acadêmico Eduardo Portella. Foram 3 escritoras a receber o premio: Cora Coralina, Rachel de Queiroz e agora Lygia querida.
Lygia nasceu em São Paulo, em 19 de abril de 1923, mas passou a infância no interior do estado, onde o pai, o advogado Durval de Azevedo Fagundes, atuou como promotor público. A mãe, Maria do Rosário de Azevedo (Zazita), era pianista. Algumas das pequenas cidades percorridas nessa infância instável: Sertãozinho, Itatinga, Assis, Apiaí e Descalvado. Voltando a residir com a família em São Paulo, a escritora fez o curso fundamental na Escola Caetano de Campos, e em seguida ingress
ou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou.
Quando era estudante do pré-jurídico, cursou a Escola Superior de Educação Física, da mesma Universidade. Lygia Fagundes Telles teve um filho do primeiro casamento, o cineasta Goffredo Telles Neto, que lhe deu duas netas, Lúcia Carolina Aidar da Silva Telles e Margarida Goreki da Silva Telles. Divorciada, a autora casou-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emilio S
alles Gomes, falecido em 1977. Segundo o crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza, no texto “A nova narrativa brasileira”, o romance Ciranda de Pedra (1954) seria o marco de sua maturidade intelectual. Vivendo a realidade de uma escritora do Terceiro Mundo, LTF con
sidera sua obra de natureza engajada, ou seja, comprometida com a difícil condição do ser humano num país de tão frágil educação e saúde.
Participante e testemunha deste tempo e desta sociedade, a escritora procura através da palavra escrita apresentar esta sociedade e este tempo envolto na sedução do imaginário e da fantasia. Em seu romance As Meninas (1973), ela registra uma posição de cl
ara recusa ao regime militar. Em 1976, fez parte de um grupo de intelectuais que foi à Brasília entregar um importante manifesto contra a censura, o Manifesto dos Mil. Membro da Academia Brasileira de Letras, Lygia Fagundes Telles já foi publicada em diversos países: França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, República Checa, Espanha, entre outros, com obras adaptadas para TV, teatro e cinema. São muito os prêmios de Lygia. Lygia é membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Paulista de Letras e do PEN Club do Brasil.
Fotos de Luci Judice Yizima.
ou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, onde se formou. Quando era estudante do pré-jurídico, cursou a Escola Superior de Educação Física, da mesma Universidade. Lygia Fagundes Telles teve um filho do primeiro casamento, o cineasta Goffredo Telles Neto, que lhe deu duas netas, Lúcia Carolina Aidar da Silva Telles e Margarida Goreki da Silva Telles. Divorciada, a autora casou-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emilio S
alles Gomes, falecido em 1977. Segundo o crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza, no texto “A nova narrativa brasileira”, o romance Ciranda de Pedra (1954) seria o marco de sua maturidade intelectual. Vivendo a realidade de uma escritora do Terceiro Mundo, LTF con
sidera sua obra de natureza engajada, ou seja, comprometida com a difícil condição do ser humano num país de tão frágil educação e saúde. Participante e testemunha deste tempo e desta sociedade, a escritora procura através da palavra escrita apresentar esta sociedade e este tempo envolto na sedução do imaginário e da fantasia. Em seu romance As Meninas (1973), ela registra uma posição de cl
ara recusa ao regime militar. Em 1976, fez parte de um grupo de intelectuais que foi à Brasília entregar um importante manifesto contra a censura, o Manifesto dos Mil. Membro da Academia Brasileira de Letras, Lygia Fagundes Telles já foi publicada em diversos países: França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Suécia, República Checa, Espanha, entre outros, com obras adaptadas para TV, teatro e cinema. São muito os prêmios de Lygia. Lygia é membro da Academia Brasileira de Letras, da Academia Paulista de Letras e do PEN Club do Brasil.
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