A estudante de doutorado
paulista Flavia de Almeida Dias, de 25 anos, recebeu um prêmio na Escócia das
mãos do físico britânico Peter Higgs, autor da teoria do bóson de Higgs, ou
"partícula de Deus”.
Aluna do Unesp é integrante do Sprace. Analisa a
existência de novas partículas subatômicas, ainda não previstas pelo chamado
Modelo Padrão. Teorias aceitas pelos físicos para explicar as interações que
ocorrem na natureza e os elementos fundamentais da matéria: “Meu trabalho não
descobriu nenhuma partícula 'exótica', mas isso também é importante, pois
permite eliminar várias teorias", destaca Flavia. Se baseou em dados do
Grande Colisor de Hádrons (LHC), acelerador de partículas de 27 quilômetros
construído pelo Cern debaixo da terra, na fronteira entre a França e a Suíça.
Apresentou
projeto no dia 22 de agosto, avaliada por uma comissão de diversos
especialistas da área, como Peter Higgs. "Peter Higgs, no mundo da física
de partículas, é como um superstar. Todos sabem quem ele é, a importância
de seu trabalho, especialmente este ano. Receber um prêmio das mãos dele foi
uma honra e me deixou muito orgulhosa da minha pesquisa", diz Flavia.
A
doutoranda viveu um ano na Suíça e tem passado os últimos quatro verões no
Cern, conta que Higgs fez perguntas sobre detalhes da análise enquanto ela se
apresentava. "Ele me parabenizou enquanto entregava o prêmio, mas, além
disso, é complicado ter uma conversa por causa do grande número de pessoas
querendo fazer o mesmo e da idade avançada dele [83 anos]", afirma.

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