quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Jornalista Baby Garroux: O palácio onde circulam os políticos RYCOS...




É o Palácio do Itamaraty, localizado na Esplanada dos Ministérios cujo nome Itamaraty vem de sua antiga sede, na ex-capital da república (Rio de Janeiro), de refinado casarão neoclássico de Francisco José da Rocha Leão, Conde de Itamarati (Itá = pedra, em tupi.... mara = mar..... ti = água). De total imponência nas quatro fachadas, com inúmeras obras de arte e jardins exuberantes, localizado no epicentro do Plano Piloto.

O Salão de Recepções tem a escada helicoidal, salas de coquetel e almoço. Sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi inaugurado em 1970, com traços de Lúcio Costa, e projeto de Oscar Niemeyer, cálculos estruturais de Joaquim Cardoso. Seus arcos se realçam pelo brilho das luzes reproduzidas no espelho d’água. Os arcos contribuíram para a sua primeira denominação: Palácio dos Arcos.




O Meteoro obra do artista Bruno Giorgi, flutua no espelho d’água. A escultura contemporânea representa o planeta Terra com os seus cinco continentes, esculpida em uma pedra de Carrara com oito toneladas, presente do governo italiano ao Brasil. O jardim externo, com variedades de plantas tropicais, do Cerrado e da Amazônia, é obra do Roberto Burle Marx, responsável pelos jardins internos e o jardim suspenso do terceiro andar.

No hall de entrada, criados por Anna Maria Niemeyer.  O grande Salão de Recepções, entrada principal do palácio, um dos maiores vãos internos da América Latina, impressiona. Na parede oeste, o baixo relevo Parede de Athos Bulcão, sucessão de trapézios verticais, também responsável pela paginação do piso do palácio.



No andar térreo obras de artes de Uni Duni Tê, de Darlan Rosa, Ferros Retorcidos, de Gilmar Franco, Folhagem, de Zélia Salgado, Mary Vieira.

No segundo pavimento, a escultura Metamorfose, do artista austríaco Franz Weissmann. Do lado oposto, a Sala dos Tratados, com a obra Treliça, de Athos Bulcão. Vemos a Mesa dos Tratados, feita em jacarandá, estilo Dom João V, onde a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888. Bustos de bronze, criados por Bruno Giorgi, representam os três patronos da diplomacia brasileira: o Barão do Rio  Branco, Duarte da Ponte Ribeiro e Alexandre de Gusmão. A esquerda, o afresco O Sonho de Dom Bosco, de Alfredo Volpi.

No terceiro pavimento do palácio, belíssimas obras de arte, móveis, tapetes persas, jardim suspenso e salas de coquetel e de almoço. A primeira, Sala de Coquetel Pedro I, tem imensa tela de Debret, Coroação de Pedro I. Ali, lustre de Pedro Corrêa de Araújo, Revoada de Pássaros, esculpido em ferro, prata e bronze, com cristais de rocha lapidados em forma de disco, da região da cidade Cristalina,Goiás. O tapete persa medindo 70 m² – presente da rainha Elizabeth ao Brasil.





À entrada da Sala de Coquetel dedicado a eventos temos Cândido Portinari, dois anjos barrocos suspensos. Na parede oposta, duas telas de Arcângelo Ianelli e Manabu Mabe. No salão, ao redor do jardim suspenso, esculturas de Alfredo Ceschiatti e Victor Brecheret, bancos de Sérgio Rodrigues. À entrada da Sala Brasilia, mais de cem cadeiras, piano Steinway e naparede ao fundo, grande tapeçaria com cinco partes, criada pelo atelier Norberto Nicola a partir de um cartão de Burle Marx, representa as plantas nativas do planalto.


*O palácio do itamaraty recebe visitas guiadas de segunda a domingo, das 9h às 17h. É necessário verificar a disponibilidade e fazer o agendamento pelo telefone (61) 2030-8051 ou pelo email visita@itamaraty.gov.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário