É
o Palácio do Itamaraty, localizado na Esplanada dos Ministérios cujo nome
Itamaraty vem de sua antiga sede, na ex-capital da república (Rio de Janeiro), de
refinado casarão neoclássico de Francisco José da Rocha Leão, Conde de
Itamarati (Itá = pedra, em tupi.... mara = mar..... ti = água). De total
imponência nas quatro fachadas, com inúmeras obras de arte e jardins
exuberantes, localizado no epicentro do Plano Piloto.
O
Salão de Recepções tem a escada helicoidal, salas de coquetel e almoço. Sede do
Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi inaugurado em 1970, com traços
de Lúcio Costa, e projeto de Oscar Niemeyer, cálculos estruturais de Joaquim
Cardoso. Seus arcos se realçam pelo brilho das luzes reproduzidas no espelho
d’água. Os arcos contribuíram para a sua primeira denominação: Palácio dos
Arcos.
O Meteoro
obra do artista Bruno Giorgi, flutua no espelho d’água. A escultura
contemporânea representa o planeta Terra com os seus cinco continentes, esculpida
em uma pedra de Carrara com oito toneladas, presente do governo italiano ao
Brasil. O jardim externo, com variedades de plantas tropicais, do Cerrado e da
Amazônia, é obra do Roberto Burle Marx, responsável pelos jardins internos e o
jardim suspenso do terceiro andar.
No
hall de entrada, criados por Anna Maria Niemeyer. O grande Salão
de Recepções, entrada principal do palácio, um dos maiores vãos internos
da América Latina, impressiona. Na parede oeste, o baixo relevo Parede de Athos
Bulcão, sucessão de trapézios verticais, também responsável pela paginação do
piso do palácio.
No
andar térreo obras de artes de Uni Duni Tê, de Darlan Rosa, Ferros
Retorcidos, de Gilmar Franco, Folhagem, de Zélia Salgado, Mary
Vieira.
No
segundo pavimento, a escultura Metamorfose, do artista austríaco Franz
Weissmann. Do lado oposto, a Sala dos Tratados, com a obra Treliça,
de Athos Bulcão. Vemos a Mesa dos Tratados, feita em jacarandá, estilo Dom
João V, onde a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888. Bustos de bronze,
criados por Bruno Giorgi, representam os três patronos da diplomacia
brasileira: o Barão do Rio Branco, Duarte da Ponte Ribeiro e Alexandre de
Gusmão. A esquerda, o afresco O Sonho de Dom Bosco, de Alfredo Volpi.
No
terceiro pavimento do palácio, belíssimas obras de arte, móveis, tapetes
persas, jardim suspenso e salas de coquetel e de almoço. A primeira, Sala
de Coquetel Pedro I, tem imensa tela de Debret, Coroação de Pedro I. Ali, lustre de
Pedro Corrêa de Araújo, Revoada de Pássaros, esculpido em ferro, prata e
bronze, com cristais de rocha lapidados em forma de disco, da região da cidade
Cristalina,Goiás. O tapete persa medindo 70 m² – presente da rainha Elizabeth
ao Brasil.
À
entrada da Sala de Coquetel dedicado a eventos temos Cândido Portinari, dois
anjos barrocos suspensos. Na parede oposta, duas telas de Arcângelo Ianelli e Manabu
Mabe. No salão, ao redor do jardim suspenso, esculturas de Alfredo Ceschiatti e
Victor Brecheret, bancos de Sérgio Rodrigues. À entrada da Sala Brasilia, mais
de cem cadeiras, piano Steinway e naparede ao fundo, grande tapeçaria com cinco
partes, criada pelo atelier Norberto Nicola a partir de um cartão de Burle
Marx, representa as plantas nativas do planalto.
*O palácio do itamaraty recebe visitas guiadas de segunda a domingo, das 9h às 17h. É necessário verificar a disponibilidade e fazer o agendamento pelo telefone (61) 2030-8051 ou pelo email visita@itamaraty.gov.br







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