segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Quem diria: Metropolitan Opera de Nova York, pode não abrir as portas no início da temporada 2014-2015...





Quem diria: Metropolitan Opera de Nova York, pode não abrir as portas no início da temporada 2014-2015...

Pela primeira vez em mais de trinta anos, ameaçado por uma crise financeira de proporções avassaladoras.... A nova montagem de “As Bodas de Fígaro”, de Mozart com estreia programada para dia 22 de setembro, mabe....

A temporada de 2012-2013 do Metropolitan Opera House terminou com um prejuízo de US$ 2.8 milhões (R$ 6.3 milhões), e a que foi encerrada em julho último, ainda sem números oficiais, de acordo com a própria direção do MET, “consideravelmente maior”.

Os comandantes de uma das casas de ópera mais importantes do planeta dizem que a única saída para o símbolo da alta cultura da maior metrópole norte-americana é abrir as portas mês que vem, um corte de quase 20% nos salários e redução de benefícios dos funcionários da casa.


A crise é mais ampla e atinge outras casas similares, teatros municipais e orquestras de música clássica nos EUA. O setor vem tentando se reinventar, buscando saídas, em geral sem muito sucesso, para o modelo de sustentação financeira fincado na bilheteria e em doações de empresas e admiradores das artes mais endinheirados. A crise financeira global, que atingiu os EUA, mostrou a fragilidade de um modelo solidificado na metade do século passado, quase que em um efeito dominó.

Casos como o MET:  Orquestra de Minnesota, cujo comandante é o maestro finlandês Osmo Vänskä, anunciou que renunciaria ao posto por conta de uma disputa trabalhista que durou 16 meses. Vänskä foi especialmente celebrado no último sábado, em Nova York, em apresentação no Avery Fisher Hall do Linclon Center, dentro do festival Mostly Mozart, em um retorno à cidade depois de dois anos de ausência e anunciou sua volta ao posto, para alegria da comunidade de melômanos americanos, em Mineápolis..... A Ópera de San Diego, na Califórnia, ameaçou fechar as portas, por uma insolvência financeira gerada pela queda tanto da bilheteria quanto das doações privadas e corporativas..... O MET publicamente abriu aos visitantes e jornalistas a receita de bilheteria da temporada 2012-2013 foi de US$ 300 milhões menor do que a anterior, enquanto os gastos com pagamento de pessoal aumentaram em meio bilhão de dólares.



Ontem, domingo (17) foi o prazo final dado pela direção. A Federação dos Músicos, que representa a orquestra, e o Sindicato dos Músicos, que representa o pessoal do coro, spallas e cenografistas, pararam a negociação na semana passada, exigindo que uma análise independente fosse feita da situação financeira do MET.... O presidente, Peter Gelb, chegou a ameaçar impedir a entrada dos funcionários se estes não aceitassem os cortes, se limitou a divulgar nota dando conta de que ‘espera chegar a uma conclusão final nas negociações nas próximas horas”.



A Aliança Internacional dos Funcionários de Teatros de NY, que representa todos os trabalhadores técnicos das coxias do MET, anunciou que não aceita de forma alguma a redução de 14.5% dos salários, propostas por Gelb. O MET terá de se virar para abrir em setembro sem o grosso de sua equipe de assistentes técnicos. E a direção tem de negociar com 12 sindicatos e estrelas da casa, como a soprano Deborah Voigt, sendo chamadas de ‘divas’, no pior sentido da palavra, por colegas em redes sociais, ao pedir publicamente que o sindicato ceda mais nas negociações.


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