Especialistas criticam ignorância em torno do mito do fim do mundo. A euforia e a incerteza alimentadas pelo mito de uma suposta profecia maia sobre o fim do mundo na próxima sexta-feira surgem de uma excessiva credulidade, ignorância, sensacionalismo e um desmedido afã por lucro. Versões apocalípticas derivam de uma ignorância. Se aproveitam para escrever livros, fazer filmes ou outras formas de expressão.
Se a um dado curioso do calendário maia é acrescentado o sensacionalismo, o mercantilismo dos meios de comunicação, um notável nível de ingenuidade generalizada e muita vontade de aceitar o inexplicável e o catastrófico, se forma um coquetel complexo.
O pensamento religioso sempre se nutriu de fábulas ou mitos por meio dos quais se tenta explicar diversos fenômenos para os quais o homem, em sua ignorância, não tem resposta. Muitas pessoas interpretaram que a mudança de uma era que começou no ano 3.114 antes de Cristo em um ciclo do calendário maia significa uma "profecia" sobre o fim do mundo.
Esta ideia é completamente alheia e estranha ao pensamento maia antigo. A maioria das pessoas admira os maias como uma civilização notável, mas ignoram sua história e boa parte de seu pensamento. Admiração mais o desconhecimento generalizado conduzem facilmente à fantasia. Falhas de uma crença podem ser substituídas pelas promessas de outra. Crenças velhas e inúteis são simplesmente substituídas pelas inovadoras e promissoras.
Dia seguinte, ao comprovar que a profecia não se cumpriu, os adeptos a este tipo de crença assegurarão que "a profecia não foi plenamente realizada", que há "outras explicações ou esperarão que alguém lhes sirva outro prato com uma nova profecia"....

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