segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A EX-MINISTRA DA JUSTIÇA FRANCESA ENTRA NOS TRIBUNAIS PARA PROVAR QUE O PAI DA SUA FILHA É UM MULTIMILIONÁRIO





ALIÁS, que sempre negou a paternidade. Rachida Dati sempre recusou revelar o nome do pai de Zoha, hoje com três anos. Ela colocou no banco dos réus, Dominique Desseigne, para provar que é o pai da sua filha. A ex-governante de Nicolas Sarkozy sempre se recusou revelar o nome do pai de Zoha mas mudou de ideia. Ele, dono de uma prestigiada cadeia de hotéis francesa disse que a ex-ministra da Justiça, além do seu cliente, teve oito relações amorosas antes da gravidez. Rachida Dati só quer ouvir do tribunal uma ordem: a obrigação de um teste de paternidade. Na próxima terça-feira, Dominique Desseigne, de 68 anos, um dos homens mais ricos de França, vai ao tribunal responder à acusação de que é pai da filha da ex-governante.




Rachida Dati construiu sua carreira remando contra a corrente. Então não causou espanto ao ter um filho e se recusar a dizer quem era o pai enquanto ocupava o cargo de ministra da Justiça da França. Agora, o que era para ser um exercício de discrição se transformou num complicado escândalo envolvendo poder, sexo e ambição. Rachida, de 46 anos, diz apenas ter "uma vida privada complicada." Ela era a queridinha de Paris e das capitais estrangeiras quando serviu como ministra da Justiça de Sarkozy, de 2007 a 2009. Com ascendência argelina e marroquina e origem humilde como uma de 11 filhos criados em um conjunto habitacional, ela era o símbolo da diversidade numa nova França. O estilo glamouroso - uma queda por roupas da Dior, salto-agulha e joias caras - a transformou logo na garota de "capas de revista" do governo.


Um tribunal em Versalhes decidirá em 4 de dezembro se obriga Dominique Desseigne, o multimilionário dono de hotéis de luxo e cassinos, a realizar o teste de paternidade. Desseigne, de 68 anos, amigo de Sarkozy, é viúvo, tem dois filhos, e planeja se negar a prover a amostra de DNA. O caso é o último de uma série de histórias de amor que têm esquentado a cena política francesa. Essas ligações cada vez mais complicadas têm erodido o tradicional véu de silêncio que cobre a vida privada dos políticos franceses.
Hoje, a imprensa não se furta a falar sobre a ciumeira da atual mulher do presidente François Holland em relação à ex e mãe dos quatro filhos dele. Ou sobre o divórcio de Sarkozy, enquanto ele era presidente, depois que sua mulher teve um caso, e o casamento do chefe de Estado com Carla Bruni. Ou sobre a série de processos de crime sexual envolvendo Dominique Strauss-Kahn, o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional.
Agora, é o caso Rachida. O "Le Monde" sugeriu que ela teve uma série de oito amantes enquanto tinha um caso com Desseigne.
- O que lhes interessa? Que eu tinha uma vida... que eu sou uma mulher livre? - disse ela à rádio RTL, acusando a imprensa de "rumores e calúnia".
Rachida hoje é membro do Parlamento Europeu e continua ligada à elite de Paris como subprefeita do chique 7º Distrito da capital. Ela ainda não falou sobre o pai, mas quer que Desseigne, chefe do grupo de cassinos Lucien Barriere e dono do Fouquet's, na Champs Elysée, assuma. Com isso, a criança teria seu nome e seria sua herdeira.

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