ALIÁS, que sempre negou a paternidade.
Rachida Dati sempre recusou revelar o nome do pai de Zoha, hoje com três anos. Ela
colocou no banco dos réus, Dominique Desseigne, para provar que é o pai da sua
filha. A ex-governante de Nicolas Sarkozy sempre se recusou revelar o nome do
pai de Zoha mas mudou de ideia. Ele, dono de uma prestigiada cadeia de hotéis
francesa disse que a ex-ministra da Justiça, além do seu cliente, teve oito
relações amorosas antes da gravidez. Rachida Dati só quer ouvir do tribunal uma
ordem: a obrigação de um teste de paternidade. Na próxima terça-feira,
Dominique Desseigne, de 68 anos, um dos homens mais ricos de França, vai ao
tribunal responder à acusação de que é pai da filha da ex-governante.
Rachida Dati construiu sua carreira
remando contra a corrente. Então não causou espanto ao ter um filho e se
recusar a dizer quem era o pai enquanto ocupava o cargo de ministra da Justiça
da França. Agora, o que era para ser um exercício de discrição se transformou
num complicado escândalo envolvendo poder, sexo e ambição. Rachida, de 46 anos,
diz apenas ter "uma vida privada complicada." Ela era a queridinha de
Paris e das capitais estrangeiras quando serviu como ministra da Justiça de
Sarkozy, de 2007 a
2009. Com ascendência argelina e marroquina e origem humilde como uma de 11
filhos criados em um conjunto habitacional, ela era o símbolo da diversidade
numa nova França. O estilo glamouroso - uma queda por roupas da Dior,
salto-agulha e joias caras - a transformou logo na garota de "capas de
revista" do governo.
Um tribunal em Versalhes decidirá em 4
de dezembro se obriga Dominique Desseigne, o multimilionário dono de hotéis de
luxo e cassinos, a realizar o teste de paternidade. Desseigne, de 68 anos,
amigo de Sarkozy, é viúvo, tem dois filhos, e planeja se negar a prover a
amostra de DNA. O caso é o último de uma série de histórias de amor que têm
esquentado a cena política francesa. Essas ligações cada vez mais complicadas
têm erodido o tradicional véu de silêncio que cobre a vida privada dos
políticos franceses.
Hoje, a imprensa não se furta a falar
sobre a ciumeira da atual mulher do presidente François Holland em relação à ex
e mãe dos quatro filhos dele. Ou sobre o divórcio de Sarkozy, enquanto ele era
presidente, depois que sua mulher teve um caso, e o casamento do chefe de
Estado com Carla Bruni. Ou sobre a série de processos de crime sexual
envolvendo Dominique Strauss-Kahn, o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional.
Agora, é o caso Rachida. O "Le
Monde" sugeriu que ela teve uma série de oito amantes enquanto tinha um
caso com Desseigne.
- O que lhes interessa? Que eu tinha
uma vida... que eu sou uma mulher livre? - disse ela à rádio RTL, acusando a
imprensa de "rumores e calúnia".
Rachida hoje é membro do Parlamento
Europeu e continua ligada à elite de Paris como subprefeita do chique 7º
Distrito da capital. Ela ainda não falou sobre o pai, mas quer que Desseigne,
chefe do grupo de cassinos Lucien Barriere e dono do Fouquet's, na Champs
Elysée, assuma. Com isso, a criança teria seu nome e seria sua herdeira.


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