Hortência não passou para os filhos o basquete, mas os dois meninos do casamento com o empresário José Victor Oliva vão tentar os Jogos Olímpicos pelo hipismo. Eles embarcaram para a Europa para fazer uma temporada de treinos nos principais centros da modalidade. “O importante é que todo ano eles estão se superando. Eles surpreenderam a mim e a todos da Confederação Brasileira.”
João, o mais velho, tem 15 anos, é tetracampeão brasileiro de adestramento. Vai para a Alemanha e terá aulas com Norbert van Laak, um dos nomes mais respeitados da modalidade, treinador de diversos medalhistas olímpicos e que já esteve à frente de equipes da França e do Canadá. “É na Alemanha que são realizadas as grandes competições. Lá há outra visão e estão os melhores do mundo. Faltam professores desse nível no Brasil e acho que aprenderei bastante”, afirma o garoto.
Antônio, de 14 anos, tricampeão brasileiro, vai para Portugal treinar com Daniel Pinto na Academia de Dressage. “É bom ir para a Europa, já fui outras vezes e tem um professor que me ajuda bastante. O sonho é chegar numa Olimpíada e ganhar. Também quero ir para o Pan, para o Mundial.”
Eles não deixam os estudos de lado. João projeta uma vaga no Mundial de jovens cavaleiros, que será realizado em dezembro em Frankfurt, na Alemanha. “Vou tentar a classificação. Sonho em representar o Brasil em campeonatos importantes e, se ganhar uma medalha, melhor ainda.”
Os garotos, cresceram entre cavalos na Coudelaria Ilha Verde, de propriedade do pai e que fica em Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo. Um dos treinadores é Rogério Clementino, cavaleiro olímpico, medalhista pan-americano, tetracampeão brasileiro sênior Top, bicampeão Brasileiro Sênior e ganhador do Prêmio Brasil Olímpico. José Victor Oliva vê talento nos filhos. “Desde pequenos queria que eles montassem para andar no sítio. Em um determinado momento, o Rogério Clementino começou a ganhar campeonatos, em 2005, e os meninos passaram a fazer adestramento. De lá para cá, eles fizeram umas 50 provas e ganharam 45. Eles mesmos foram gostando do ambiente, de viajar com o cavalo, das companhias. Eles são muito simples e amáveis.”... “É óbvio que todo pai gostaria de ver seus filhos numa Olimpíada. Em 2008 sofri muito em Pequim porque o cavalo que o Roger (Rogério Clementino) ia montar era meu e se machucou. Já tinha esse frio na barriga quando era casado com a Hortência e ela jogava basquete. E agora é com os dois. O nervosismo vai passando de geração.”... “A vantagem que eles têm é que começaram cedo e são muito craques na questão do temperamento, são frios. Quero vê-los na Olimpíada e tenho certeza de que será uma emoção muito grande.”
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