sábado, 10 de abril de 2010




Mary Anastasia detona o Brasil e Lula

no Wall Street Jornal

Mary Anastasia O'Grady shares her perspectives on the current economic and political situation in Latin America. She discusses the division among the countries in the region in terms of their political and economic postures; explaining that while some appear to be moving backwards, others that have experimented with more trade openness are holding on to their gains despite the current recession. O'Grady also comments on recent US immigration policy and other factors she feels may be more significant in defining its relations with Latin America.

Interview with Mary Anastasia O'Grady by Luis Figueroa -
http://newmedia.ufm.edu/ogradyinterview

CONTENHA SEU ENTUSIASMO PELO BRASIL”, DIZ ARTIGO DO “WST”

Um artigo assinado por Mary Anastasia O’Grady, editora e colunista do periódico norte-americano de finanças “Wall Street Journal”, intitulado “Contenha seu entusiasmo pelo Brasil”, questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas, na reinvenção “de um Brasil com sua nova riqueza”.

O’Grady se refere, em particular, ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista, em uma recente passagem por Nova Iorque. Minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país: “uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe do Executivo do país foi nada”. A jornalista diz que “o problema é que, desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa, em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas”. No artigo, O’Grady sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio portes. Alguém rechaça?


O ceticismo do Wall Street Journal sobre o Brasil - Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o país parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo. É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O’Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças. O texto, questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção “de um Brasil com sua nova riqueza”.


Eike Batista em uma recente passagem por Nova York, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, “encantou a plateia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu país”. “Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas”, escreve.

Mas a autora do artigo se diz “cética” quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do país também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo. “Quanto mais a elite do país fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino”, diz ela.

O’Grady admite que o Brasil melhorou “em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional”, e disse que “o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real”. A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que “uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada”. “Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco.”

A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que “o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas”. No artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte. Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O’Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.


Mesmo aqui de longe, na California, posso garantir que a reportagem esta dando o que falar em todas as rodas. Imagino no Brasil!!!!





Nenhum comentário:

Postar um comentário