sexta-feira, 22 de abril de 2016

Jornalista Baby Garroux: Velho Chico” vive a segunda fase da trama que se passa nos dias atuais com muitas críticas na passagem no tempo, de 28 anos....




A novela das 21h30 da Globo deixou no tempo os 24 capítulos, ambientados entre o final dos anos 60 e meados da década de 80 que não foram bem aceitos.


As cenas são gravadas na ilha de Cajaíba, em São Francisco do Conde, a 70 km de Salvador. Com os novos e antigos Encarnação (Selma Egrei), Rodrigo Santoro e Antonio Fagundes, agora o coronel de 70 anos. Christiane Torloni, Maria Teresa (Camila Pitanga) e o deputado federal Carlos Eduardo (Marcelo Serrado).





Li as falas do diretor Luiz Fernando Carvalho explicando a nova etapa de “Velho Chico”: “É um corte brutal, de tempo, espaço e questões em relação ao Brasil. Algumas continuam, outras foram abandonadas ou avançaram. A essência está muito clara nas páginas dos jornais de hoje: houve uma grande decepção com a classe política, independentemente dos partidos. Houve um abandono das questões brasileiras”, diz.


O coronel Afrânio um dos lados da história, faz o modelito Casa Grande & Senzala, com todas as discrepâncias. Tipo igual aos muitos que ainda existem pelo país. Maria Tereza e o neto de Afrânio, Miguel (Gabriel Leone), vão confrontar o velho poder.



A nova geração da história eu apelidei como ‘admirável mundo ‘novo’. Pessoas totalmente deslocadas desta polarização de esquerda e direita, azul e vermelho. Eles não estão a fim disso. Isso não interessa mais. É velho. Morreu, mofou. Tem gente tirando muito lucro e vantagem em cima disso ainda.”

 O amor impossível entre Maria Tereza (quem assina o terrível figurino dela, eu não sei), e Santo (agora vivido por Domingos Montagner), continua. “O ‘Romeu e Julieta’ sertanejo continua.

A dramaturgia clássica do Benedito Ruy Barbosa mostra muito bem o que quer estampar. Fiz novela com ele que entra na política nos poros.


  
Já fizeram inúmeras comparações do personagem coronel Saruê: ou “tropicalista, populista, antropofágico”. Ou ainda “uma mistura de Donald Trump com o Sarney. Ou ACM (Antonio Carlos Magalhães), os latino-americanos, metade galãs, metade presidentes da República. O Saruê beira ao tragicômico patético.






O que mais interessa é que ninguém – ou poucos – conhecia o rio São Francisco, o velho Chico beirando o desespero.

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